quinta-feira, 5 de novembro de 2015
As Neves do kilimanjaro
O cinema tem o dom de nos fazer pensar. Desde que o filme seja bom, claro. Assisti a um filme, atraído pelo nome de cinema antigo: As Neves do Kilimanjaro. É um filme francês, com problemas parecidos com o Brasil: empregados perdendo o emprego, crise. O protagonista está no fim de carreira e, por honestidade, inclui seu nome na lista dos dispensáveis, mesmo sendo do sindicato. Honestidade demais para nossos padrões, não é? Sorteado por ele mesmo, começa a viver do seguro. Ganha passagens e dinheiro para uma viagem à Africa. Daí o nome do filme. Continua honesto, convida os que sorteou e um deles o assalta, rouba o dinheiro, cartões. A questão vem agora: descobre quem é o ladrão. Um jovem desempregado. O homem deu provas de que é bom. Denuncia? Entrega à polícia? Você o entregaria à polícia, a essa nossa ainda primitiva polícia, com tanta gente boa e tanta gente ruim, tal como tudo mais nesse país? Ele entregou. Depois ... bem, depois foi o peso de saber o que ia acontecer com ele, com os irmãos pequenos de quem ele cuidava. O filme tem muito mais que isso. Uma mulher extraordinária que tem um papel muito mais forte que esse homem que questiona até o direito de poder desfrutar sua bebida, olhando o mar. Assista, é um bom filme, sem sentimentalismos mas com muito, muito sentimento.
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